Descobrir a gravidez traz uma enxurrada de emoções e, junto com elas, muitas dúvidas sobre o que colocar no prato. Ainda é muito comum ouvir o famoso mito de que a mulher precisa “comer por dois” para suprir o que o bebê precisa. No entanto, especialmente no primeiro trimestre, não há necessidade de um aumento significativo de calorias. O foco deve ser totalmente na qualidade.
Nutrir o corpo de forma consciente é o maior ato de amor que você pode praticar por você e pelo seu filho. Para te mostrar o impacto real das suas escolhas, 6 motivos para priorizar a boa alimentação:
- O cuidado antes da concepção (Aumento da Fertilidade)
Se você ainda está planejando engravidar, saiba que a alimentação já dita as regras do jogo. Estudos científicos focados em mulheres em tratamento de fertilidade observaram que aquelas que reduziram o consumo de fast-food pela metade tiveram uma redução de 41% no risco de infertilidade. - Prevenção de complicações de saúde para a mãe e para o bebê
A alimentação adequada é um escudo que traz benefícios para a vida toda. Ela atua diretamente prevenindo as mães das principais complicações que podem surgir durante a fase gestacional. Manter esse cuidado é essencial para evitar casos de diabetes, sobrepeso, baixo peso, hipertensão ou outros problemas de saúde que podem agravar tanto a saúde da gestante quanto a do bebê. - Redução de riscos graves e melhor pós-parto
As pesquisas mostram que mulheres que mantêm um padrão alimentar denominado saudável durante a gestação se mostram menos suscetíveis à morbidade e mortalidade materna. Além disso, comer bem garante uma melhora significativa nos desfechos da saúde da mãe e do bebê e um pós-parto muito mais seguro e saudável. - Controle do peso e prevenção da “fome oculta”
Como resultado de uma má alimentação na gravidez, associada à falta de um acompanhamento nutricional, são observados casos crescentes de ganho de peso em excesso. O grande perigo é que esse ganho de peso muitas vezes esconde uma carência de nutrientes específicos. Ou seja: a gestante ganha peso na balança, mas o bebê deixa de receber o que precisa para crescer. - Formação perfeita do sistema nervoso e prevenção de más-formações
Na gestação, há uma necessidade aumentada de praticamente todas as vitaminas (como ácido fólico, vitaminas A, C, D e complexo B) e minerais (ferro, cálcio, magnésio, fósforo). Ácido Fólico: Desempenha um papel chave na redução do risco de má-formação no tubo neural do bebê. Ferro: É vital para o metabolismo energético e para o desenvolvimento do sistema nervoso fetal. O déficit desse mineral pode originar risco de prematuridade, mortalidade perinatal, baixo peso ao nascer e perturbações na formação e organização neuronal. - Estímulo ao desenvolvimento cognitivo e proteção contra alergias
Os ácidos graxos Ômega 3 são amplamente estudados na gestação, sendo constatada a sua importância para o desenvolvimento cognitivo (memória, atenção, raciocínio) das crianças. Eles atuam especialmente por meio de uma ação de neuro proteção contra a hipóxia (falta de oxigenação), permitindo a integridade dos mediadores das reações neurológicas. Além disso, o consumo adequado pode estar associado à redução no risco de problemas imunológicos futuros no seu filho, como alergias do trato respiratório.
🤎 Prognóstico para o futuro: Olhar para o seu prato hoje promove um bom prognóstico nos primeiros anos de vida na saúde da criança e, para você, mulher, a garantia e a promoção da sua própria saúde. Como as necessidades de vitaminas e minerais mudam muito, o acompanhamento com um profissional de nutrição é indispensável para orientar as quantidades certas para a sua realidade.
Referências Científicas:
- OLIVEIRA, G. S. et al. Importância do acompanhamento nutricional durante o período gestacional: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Development, v. 4, n. 11, 2018. [Clique aqui para ler o artigo científico completo]

